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16/02/2011 . Chegando a Tutóia

Juntamente com os irmãos Chiquinho, Viana e o missionário André saímos em direção à Tutóia.
Como  estamos em tempo de chuvas por aqui, pegamos um dia inteiro de muita chuva e até nisto o Senhor nos ajudou, pois “semente plantada com chuva nasce”. Fomos conhecer as comunidades e sonhar o futuro.
Depois de cerca de uma hora e meia de voadeira chegamos a um lugar chamado Carrapato. Antes era uma comunidade, mas depois de diversos problemas com a venda do local (o dono mandou incendiar algumas casa de moradores), hoje há ali somente uma casa, que é do vigia do lugar,  que já está jurado de morte por ter sido o incendiário. Nós, sem saber de nada descemos, correndo risco. Fomos recebidos de uma maneira estranha. Um ficou  entocado mostrando apenas o rosto em uma pequena janela e o outro,  que só vimos o vulto, por entre as madeiras  da parede.
Conversamos normalmente e saímos para outra comunidade chamada  São Bernardo, local que também, devido a compra por um turista, teve o êxodo dos nativos para outras comunidades vizinhas e hoje mora apenas a família do caseiro - Nonato, Beatriz e filhos. Ali fomos bem recebidos, lógico que com certa desconfiança, mas ao conhecer o irmão Chiquinho tudo ficou tranquilo. A Beatriz conhecia a irmã Lucia, esposa do Chiquinho, de um contado através das reuniões das Déboras, mas há alguns anos perderam completamente o contato devido à distância. Eles passam o mês completamente isolados e só saem um dia para fazerem compras e já voltam para não deixar o local sem ninguém. Conversamos bastante com eles, ministramos a Palavra e deixamos mais uma semente para o Espírito continuar fazendo a obra. Temos ali uma porta aberta para o evangelho. Cito algumas palavras da Beatriz: “Deus não nos esqueceu, espero que vocês não nos esqueçam”. Depois de orarmos com eles e, como já estava ficando tarde e tínhamos um longo caminho pela frente, seguimos viagem.
Depois de mais um bom tempo de viagem passamos  por Barrinha, comunidade também muito isolada e carente com aproximadamente 30 famílias.
Seguimos mais 15 minutos e chegamos à comunidade de Papagaio, também muito carente e distante, sem nenhuma embarcação a motor totalmente a remo e a vela,  com aproximadamente 13 famílias  no local.
Mais uns 15 minutos e chegamos na entrada do povoado de Ilha Grande, que fica mais um tempo de caminhada. Ali não fomos devido ao tempo, mas nos informaram que na vila moram mais 20 famílias ( 15 famílias próximas e 5 famílias espalhadas pela Ilha).
Levamos outros 30 minutos para atravessar a Baia e chegarmos a Tutóia.
Fizemos um reconhecimento doa local e retornamos para Parnaíba, já mostrando os efeitos de um dia de viagem debaixo de muita chuva e vento frio e trazendo no coração uma realidade de muito sofrimento  e ainda sem Cristo. Agora orando ainda mais  para alcançarmos estas comunidades. Cerca de 64 famílias precisando conhecer o Reino de Deus.

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